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𝐄𝐌𝐏𝐑𝐄𝐒𝐀𝐒 𝐃𝐄 𝐅𝐀𝐌Í𝐋𝐈𝐀 – Dois 𝐜𝐚𝐬𝐨𝐬 𝐯𝐞𝐫í𝐝𝐢𝐜𝐨𝐬. 𝐐𝐮𝐚𝐥 𝐚 𝐬𝐮𝐚 𝐡𝐢𝐬𝐭ó𝐫𝐢𝐚?⁣⁣

Alguns anos atras 𝐚𝐜𝐨𝐦𝐩𝐚𝐧𝐡𝐞𝐢 a empresa A e 𝐭𝐫𝐚𝐭𝐞𝐢, enquanto deu, da empresa B, entende a diferença? A primeira é cliente a outra é paciente. Ambas familiares, de terceira e quarta geração, em setores dinâmicos, enfrentando hipercompetição em seus mercados, com mais de 30 anos de existência.⁣⁣

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𝐄𝐦𝐩𝐫𝐞𝐬𝐚 𝐀⁣⁣


Duas gerações na gestão. Irmãos e primos. Família harmonizada, com relações familiares respeitosas e pacíficas, acordos de sócios, protocolos familiares e conselho consultivo funcionando. Os pais cuidam da sucessão de forma transparente, inclusive nas dificuldades. Sabem das limitações da geração seguinte, e investem pesadamente no desenvolvimento. E esse investimento não é financeiro, mas principalmente tempo, de conversa franca, feedback, exposição e aprendizado. Havia brilho nos olhos. Admiração mútua.⁣⁣

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O negócio ia bem, obrigado. Possuíam clareza da estratégia, avenidas de crescimento, limitações operacionais eram conhecidas, investimentos eram feitos, gestão sólida. Equipe executiva não familiar engajada, funcionários bem cuidados, clima interno muto favorável. Ainda que fosse uma aposta, eu teria colocado minhas fichas nela, mesmo diante de turbulências à frente. O futuro era promissor. ⁣⁣


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Dito e feito. A tempestade veio. A casa estava arrumada. Os mecanismos de governança funcionaram. Os KPI anteciparam os gaps, os executivos tomaram decisões difíceis mas acertadas. Os filhos assumiram o leme, preservaram a saúde e a perenidade da empresa, e o patrimônio financeiro e reputacional da família.⁣⁣


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𝐄𝐦𝐩𝐫𝐞𝐬𝐚 𝐁⁣⁣


Duas gerações na gestão. Irmãos e primos... bom, o resto da descrição é só colocar o contrário da empresa A, item por item.


⁣⁣

O negócio parecia bem. Parecia, porque não havia gestão. O único indicador que importava era o saldo bancário das aplicações. Tudo era decidido pelos donos. Pasmem, aos berros. O crescimento não aconteceu, investimentos não foram feitos, projetos de crescimento não saíram do papel, funcionários eram maltratados, o clima interno era péssimo, os gestores não foram capacitados. Nem que eu tivesse fichas sobrando colocaria nela.⁣⁣


Dito e feito. Veio a turbulência. Não deu tempo de arrumar a casa. Ela não tinha alicerce, a casa caiu. Hoje vivem nos tribunais, brigando pelos restos, evitando as responsabilidades e mais prejuízos. Os irmãos vivem de renda de aluguéis, os filhos arrumaram emprego formal, abriram pequenos negócios. Cada um por si.⁣⁣



𝐏𝐚𝐫𝐚 𝐪𝐮𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚𝐫 𝐞𝐬𝐬𝐚𝐬 𝐡𝐢𝐬𝐭ó𝐫𝐢𝐚𝐬? ⁣⁣


Para reconhecer, parabenizar e registrar minha admiração pela A e similares. E para alertar as empresas que estão na situação da B. Invista na harmonia familiar. Não há empresa sólida com família rota. Não espere a crise para arrumar casa. Busque e aceite ajuda.⁣⁣


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